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O Mito da “Disponibilidade Total”

  • Foto do escritor: Carlinda Alves
    Carlinda Alves
  • 30 de jan.
  • 1 min de leitura

Nem toda disponibilidade é excesso.

E nem todo excesso vem da empresa.


Passei anos acreditando que estar sempre disponível era sinônimo de comprometimento e valor profissional.

E, em parte, era verdade. Ser confiável e entregar resultados constrói reputação.


O problema começa quando a disponibilidade vira a única forma de provar valor.

Quando dizer “sim” o tempo todo deixa de ser escolha e vira sobrevivência.

Quando os limites são abandonados e a saúde mental vira uma variável secundária.


Precisamos falar sobre corresponsabilidade.


Vivemos uma crise real de adoecimento mental.

Os dados de afastamento mostram que as empresas têm, sim, uma responsabilidade sistêmica.

Ambientes psicologicamente seguros importam, e muito.


Mas existe uma parte desse processo que é intransferível.


• Quem define o limite da sua entrega?

• Quem escolhe responder (ou não) o e-mail fora de hora?

• Quem aceita prazos impossíveis sem questionar?


Crescer de forma sustentável exige duas coisas ao mesmo tempo:

empresas conscientes do impacto que exercem na qualidade de vida dos seus colaboradores e pessoas que assumem o protagonismo da própria saúde mental.


Não é sobre culpar.

É sobre maturidade emocional.


Você não precisa escolher entre ser excelente e estar bem.

Mas precisa parar de esperar permissão para se cuidar.


Essa foi a grande virada da minha transição para a clínica:

crescer não é apenas subir.

É continuar inteiro.



 
 
 

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